sexta-feira, 31 de julho de 2015

Para que nome?

E já não via mais o mundo como o mesmo se apresentava.
As cores, as formas, os fatos, os nomes, os gostos, as sensações. 
Tudo lhes parecia tão maior do que seus nomes limitadores...
Passou então a criar sua própria forma de nomear.  

Lembrou-se de um livro de sua infância, onde o protagonista discordava do nome das coisas. Concordava fortemente que palavras não podiam definir coisas, quem dirá sentimentos, tão infinitos em si.

Pessoas eram enormes e não podia ter apenas um nome.  
Passou a esquecer-se de todos os nomes.  Chamava de queridos os que eram queridos, os mais chegados possuiam nomes diferenciados a cada sentimento ou sensação que despertassem no momento. 

Conhecera Tutuzinho nos tempos de engresso na vida adulta. 
Descobriu com o tempo que o diminutivo não combinava com a pessoa. Uma pessoa dura e manipuladora... 
Deveria se chamar Malévola, mas não pegaria bem este nome, decidiu então por não mais se relacionar com essa pessoa por falta de um bom nome para usar.