domingo, 2 de agosto de 2015

" Deus "

E o "Homem de Deus " é exigido, cobrado.
Açoitado, culpado e auto flagelado...

A mão de um  Pai que não acaricia, soca -lhe a cara,  impõe -lhe o peso.
O peso do mundo, o duro fardo do pecado... O erro constante, nato, marcado a ferro e fogo desde antes do primeiro suspiro, da primeira divisão celular.

A pregação é de que já nascemos no erro e na culpa. E cá estamos para expiar pecados, para pagar uma pena nossa e de outro. Para retribuir o sofrimento com sofrimento.
Para ser carne e sangue...

E segue então o homem, com a crença de ser homem carne e sangue...  Com a limitação do envólocro,  grilhões amarrados aos pés...

Então o outro, passa ser também apenas mais um bolo de carne perambulando com panos e potes.

No meu  humilde coração , prefiro crer no "Deus " do silêncio,  da paz...
Aquele que se encontra por dentro de nós e do outro.
Um "Deus" que se faz pleno com a reverência e respeito ao próximo.
Um pai amoroso,  que conhece os mais inóspitos recantos do homem.

O dito " Eu Sou O Que Eu Sou" ...
 Que nessa nomenclatura deixa claro que "Deus " é o homem em sua alma.
 E que reverenciar a "Deus " é respeitar a sí mesmo,  amar-se,  amar ao próximo,  fazer o bem, olhar para dentro e profundo...
Ouvir o silêncio e buscar a paz..
Amém