E o "Homem de Deus " é exigido, cobrado.
Açoitado, culpado e auto flagelado...
A mão de um Pai que não acaricia, soca -lhe a cara, impõe -lhe o peso.
O peso do mundo, o duro fardo do pecado... O erro constante, nato, marcado a ferro e fogo desde antes do primeiro suspiro, da primeira divisão celular.
A pregação é de que já nascemos no erro e na culpa. E cá estamos para expiar pecados, para pagar uma pena nossa e de outro. Para retribuir o sofrimento com sofrimento.
Para ser carne e sangue...
E segue então o homem, com a crença de ser homem carne e sangue... Com a limitação do envólocro, grilhões amarrados aos pés...
Então o outro, passa ser também apenas mais um bolo de carne perambulando com panos e potes.
No meu humilde coração , prefiro crer no "Deus " do silêncio, da paz...
Aquele que se encontra por dentro de nós e do outro.
Um "Deus" que se faz pleno com a reverência e respeito ao próximo.
Um pai amoroso, que conhece os mais inóspitos recantos do homem.
O dito " Eu Sou O Que Eu Sou" ...
Que nessa nomenclatura deixa claro que "Deus " é o homem em sua alma.
E que reverenciar a "Deus " é respeitar a sí mesmo, amar-se, amar ao próximo, fazer o bem, olhar para dentro e profundo...
Ouvir o silêncio e buscar a paz..
Amém